Biografia

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Silvio Luiz, nome artístico de Sylvio Luiz Perez Machado de Sousa (nascido em 14 de julho de 1934, na cidade de São Paulo), jornalista, e o locutor esportivo, o mais irreverente da televisão brasileira.

Descendente de espanhóis, por parte de mãe, a famosa locutora Elizabeth Darcy, que por muitos anos trabalhou na Rádio São Paulo, TVs Paulista, Cultura e Tupi, de São Paulo. Seu pai, o engenheiro eletricista Ademar Machado de Souza, faleceu cedo. E Silvio, que estava com sete anos, passou a acompanhar a mãe em todos os lugares. E conheceu as rádios e emissoras de televisão. Era “um fuçador”, como ele mesmo diz. Apaixonou-se por tudo. Gostava da contra-regra, da direção de tv, da câmera, da produção, da iluminação. Foi ator, apresentador, repórter e gostava também de esportes. Tinha vários times de futebol de botão, e com eles fazia os seus campeonatos que ele mesmo irradiava. Tinha até patrocinador: “Cigarros Papagaio, cada tragada um desmaio! E isso fez com que, já adolescente, aos domingos, ir até a Rádio São Paulo – no largo Pérola Bayton – jogar botão com o locutor comercial da emissora, Nelson de Arruda. Foi nessa mesma Rádio São Paulo- agora já na Avenida Angélica, esquina com Alameda Barros – que deu os seus primeiros passos no mundo artístico. Lembra até hoje. Waldemar de Morais, novelista e escritor tinha um programa chamado “Teatro das 5 Horas”. Um dia cansado da insistência do Silvio, colocou-o para fazer “uma ponta”. Era um carteiro. Sua primeira fala: – “Uma carta para o senhor!” Foi assim que tudo começou. Depois foi a TV Paulista, onde apareceu como repórter de campo, o primeiro da TV brasileira. TV Record, -duas vezes -TV Excelsior, Rádio Bandeirantes, uma pequena passagem pelas Rádios, América, Record, Pan-americana, hoje Jovem Pan. Diz ele ser muito inquieto, mas a verdade é que na Record, em todas as duas vezes ficou por muitos anos. E teve atividades variadas. Foi, por exemplo, diretor de programação em uma Época em que a TV Record tinha 5 estádios, 2 caminhões e 2 teatros. Silvio Luiz coordenava tudo isso com agilidade e amor. Mas, a verdadeira paixão, ou a verdadeira vocação, era pelo esporte. Mas tem uma coisa. Eu não vou contar aqui toda minha vida. Quem quiser saber mais, vai ter que comprar o livro OLHO NO LANCE, escrito por Wagner Willian, da Editoria Best Seller, lançado em 2002, quando completei 50 anos de profissão como pode ser provado no dito cujo, aliás, neste Último dia 23 de março completei mais um ano de janela.